Disco de vinil salva lojas em tempos de pirataria |
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| Seg, 04 de Janeiro de 2010 22:22 | |||||
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THIAGO NEY Seria exagero dizer que o vinil vai tirar a indústria fonográfica do buraco, mas dá para afirmar que a bolacha preta está salvando o mês de boa parte dos lojistas de São Paulo. Fábrica de vinil no Rio quer exportar ao Mercosul Veja, por exemplo, a Baratos Afins, que há 31 anos é um dos principais destinos paulistanos para quem quer conhecer e comprar música: "Hoje 80% do meu faturamento vem das vendas de vinil", afirma Luiz Calanca, o proprietário da loja.
"Estou me sustentando porque sempre tive um acervo grande de vinil. Está muito difícil vender CD", aponta. Impossibilitados de competir com os CDs piratas e com os download gratuitos, lojistas se apoiam no fetiche, no saudosismo e na curiosidade suscitados pelos LPs. "O CD perdeu o glamour", opina Calanca. "Recebo uma parcela de clientes jovens. Mas a maioria são colecionadores e DJs. Eles compram bastante coisa de rock e de black music", diz Carlos Galdy, da Disco 7. "Muita gente começou a ouvir vinil de quatro, cinco anos para cá e passou a procurar discos nesse formato. Há os curiosos e há aqueles mais velhos, os saudosistas dos anos 1970 e 1980", brinca Alcides, que completará 25 anos com sua Ventania em 2010. Legião Urbana O preço de um vinil nas lojas varia de R$ 2 (um usado em estado não muito bom) a R$ 70 (um importado novo). Não é apenas no Brasil que esse nicho está sendo resgatado. Nos Estados Unidos, as vendas de vinil subiram 35% em 2009 em relação a 2008 --até novembro, foram vendidos 2,1 milhões de LPs no país. A EMI lançará no formato, em 2010, toda a discografia da Legião Urbana. Já a Sony colocou nas lojas a série "Meu Primeiro Disco", com LPs de gente como João Bosco e Chico Science & Nação Zumbi. Com a reabertura da fábrica de vinil de Belford Roxo (veja texto), outras gravadoras, como a Som Livre, devem preparar lançamentos. "O vinil não vai mais ter um mercado muito grande", diz Leonardo Ganem, presidente da Som Livre. "Mas vamos fazer investimentos pontuais nesse setor." http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u673068.shtml |


