Vem da gíria dos negros americanos do começo do século 20, que usavam a expressão para o ato sexual. O primeiro registro musicado dessa junção erótica dos verbos to rock (balançar) e to roll (rolar) está em um blues gravado por Trixie Smith em 22: "My Daddy Rocks Me (With One Steady Roll)", algo como Meu Papai Me Balança (Com um Rolar Ritmado). Ela era comum nas letras de rhythm'n'blues, febre dançante dos anos 40 que, ao quebrar a barreira racial e conquistar os adolecentes brancos, ganhou um novo nome: rock'n'roll. Quem a batizou foi o DJ Alan Freed, principal responsável por essa popularização por meio de um programa de rádio. Ele estreou em 51 com o nome The Moondog House (A Casa do Cão-da-Lua), mas um processo do músico Louis "Moondog" Hardin, cuja canção "Moondog Symphony" havia inspirado a alcunha, obrigou Freed a mudar o nome, em 54, para Rock'n'Roll Party (Festa do Rock'n'Roll). A expressão, porém, já havia ganho um significado mais amplo, de ritmo sensual, dança agitada ou diversão em geral.
Selo Original - Parlophone / Produção - George Martin / Projeto Gráfico - Peter Blake / Duração - 39:50
Vamos navegar de volta a 1967, quando os beatlemaníacos que haviam tentado achar o prumo com Rubber Soul e Revolver seriam recompensados com uma divertida fantasia musical, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band ficou 15 semanas no topo da parada da Billboard e ainda estava entre os cinco primeiros quando Magical Mystery Tour chegou à liderança, seis meses depois.
Em outubro de 2007, a Revista Rolling Stone Brasil publicou uma matéria nomeando os 100 melhores discos da música brasileira, com a colaboração de críticos, jornalistas e músicos. E esse foi o resultado:
Tentativa de explicação da complicada história do complicado ritmo – do Swing aos dias de hoje
De início, a definição. Jazz. Mas Jazz não tem definição. Não há uma explicação clara e sintética pra descrevê-lo. Na década de 40, era possível definir o Jazz com alguma clareza. Depois disso, com o advento do Jazz moderno, virou uma tarefa absolutamente impossível.
Em sua época, o disco de Tim Maia não foi tão bem recebido como outros trabalhos posteriores, do final da década de 1970. Porém, passadas algumas décadas, o disco manteve sua aura de raridade e excelência.
Um dos motivos foi a destruição que Tim Maia realizou das fitas originais de gravação do álbum em estúdio. Portanto, até hoje, a única forma de manter preservado esse documento da música brasileira intacto foi a sua persistência nas coleções de vinil, reproduzidos em larga escala nas periferias de São Paulo e Rio de Janeiro.