Dez discos bacanas que ninguém conhece |
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| Ter, 08 de Setembro de 2009 17:23 | |||
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Por Regis Tadeu, colunista do Yahoo! Brasil
Liderado pelo vocalista/guitarrista Tim Rogers, este grupo australiano foi descoberto por Lee Ranaldo, do Sonic Youth, e conseguiu construir uma discografia bastante sólida, mas que não recebeu a devida atenção do mercado nacional - apenas este Hourly, Daily e o bom Deliverance (de 2002) foram lançados aqui. Este disco - que retrata a vida de um cara em um único dia na Austrália - traz canções singelas e marcantes, que soam como se o The Smithreens fosse a banda de apoio do Paul McCartney. Uma das melhores faixas é "Soldiers" aprecie.
Esta banda eletrônica suíça vem aterrorizando os cânones do estilo desde o final dos anos 80, misturando batidas eletrônicas insanas com riffs pesadíssimos de guitarras e teclados esquizofrênicos, resultando em um caldeirão indigesto para ouvidos sensíveis. Neste disco, os caras resolveram tentar entrar no mercado americano - pela primeira vez, o líder Franz Treichler passou a cantar em inglês - , que já tinha o Ministry como objeto de culto. Desta forma, as canções se tornaram mais concisas, servindo para uma hipotética viagem psicótica pelas estrada de uma América infestada de anfetaminas e junkies tarados.
Dono de uma carreira brilhante nos anos 70, Cat Stevens repentinamente largou tudo em 1977 e se converteu ao Islamismo, mantendo-se afastado do show business até 2006, quando voltou a gravar um disco - no caso, o excelente An Other Cup -, usando seu nome atual, Yusuf Islam. Mas é neste Roadsinger que ele sacramentou a riqueza musical de sua atual fase, com canções belíssimas, simples e tocantes, todas com arranjos que realçam ainda mais a poética do cara.
Ah, que saudade dos tempos em que o hip hop era feito por gente que dominava a linguagem do rap e não era esse antro de falastrões sem talento dos dias atuais, que substituíram o peso da parte instrumental do passado por sonoridades mais fracas que café de orfanato. Um dos caras mais legais era o inteligente Young MC, que já havia estourado com a ótima "Bust a Move" e deu continuidade à sua respeitada carreira comn este excelente Return of the 1 Hit Wonder, uma crítica ferina e bem humorada aos caras que tentaram embarcar em uma onda que não era a deles.
Esta bacana e subestimada banda americana dos anos 60 tinha entre seus integrantes um ator famoso - o batera Don Grandy, astro da série america My Three Sons - e o multiinstrumentista Daryl Dragon, que na década seguinte faria muito sucesso ao lado de sua mulher com a dupla Captain & Tenille (lembra do sensacional hit "Love Will Keep Us Together"?). Os caras lançaram apenas um único disco, já que a banda desmoronou quando o álbum simplesmente não vendeu aquilo que seus integrantes e a própria gravadora esperavam. Foi uma pena, pois o que se ouve aqui é um som bem na linha dos Beach Boys, mas com alguns achado melódicos surpreendentes para a época em termos de arranjos.
Esta banda foi fundada em 1966 e gravou alguns discos com o nome de Pacific Grass & Electric, um trocadilho maconheiro em cima do nome da empresa Pacific Gas. Preocupado com um processo e um boicote por parte das rádios, o produtor Frank Slay mudou o nome da banda e fez com que os integrantes do grupo acentuassem ainda mais a mistura de Jefferson Airplane com The Mamas & The Papas em seu som, tornando as músicas ainda mais legais.
Este coletivo latino-americano é capitaneado pelo produtor e multiinstrumentista venezuelano Andres Levin, conhecido por suas participações em discos de Marisa Monte, Arto Lindsey e até mesmo de Tina Turner. Em seu disco de estréia, lançado em 2003, ele elaborou uma salada deliciosa de salsa, rumba, hip-hop e r&b, cercado de convidados de alta estirpe, como a excelente baixista Me'Shell N'degéOcello, o guitarrista Marc Ribot, o trompetista Roy Hargrove, o produtor e tecladista Money Mark (famoso por seu trabalho com os Beastie Boys) e até mesmo Carlinhos Brown. Com arranjos impecáveis e dançantes até o último fio de cabelo, este é um daqueles discos que levantam qualquer festa.
Sem jamais merecer os devidos créditos, esta banda foi um artífices do folk rock na segunda metade dos anos 60 e sempre lançou bons discos, comandada pelo excelente vocalista e compositor Jesse Colin Young. Neste álbum estão os fundamentos do estilo, com a exata dose de psicodelia e influências do blues, que tornaram o chamado "som de San Franscisco" uma marca registrada de toda uma geração.
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| Atualizado em Qui, 10 de Setembro de 2009 12:47 |












