E o disco da vez é uma preciosidade psico experimentalista com letras fortes e humor negro A Maquina, não faço ideia de quantas copias foram feitas e nem quantas sobreviveram à censura, já que, o que parece é que o disco foi feito em 71.
A peça lembra a banda yankee Country Joe and The Fish com um vocal do Língua de Trapo e é creditado a um tal de Rai (não é o Ray da Blue Sonic fui perguntar) fora isto não tem muito mais informações sobre o disco.
Em breve digitalizo musicas para conhecerem a banda enquanto isto pode vim curtir aqui na loja.
O primeiro disco solo do glorioso Ney Matogrosso, Água do Céu - Pássaro, edição luxuosa confeccionado numa capa de papelão cru, acompanhando um compacto com a participação de Astor Piazzolla gravado na Itália pela Continental. A capa do LP trazia Ney Matogrosso pintado, vestido com pêlos de macaco, chifres e pulseiras de dentes de boi. Uma obra prima da música experimental, inovadora que originou no Século XX.
Sabes quando você ouve uma banda como o Cólera? Você quase consegue sentir a realidade como era apresentada pelo movimento cultural punk (não o concebo como simplesmente sendo um movimento musical).
O olhar era diferente as atitudes eram diferente e por mais que fosse visível que em meados da década de 80 o culto ao primeiro mundo era forte e dominava a nós selvagens o que se sente ao ouvir European Tour 87.
É um ar de deboche por toda a superioridade imposta a quem só quer viver.
Morre Redson, como morreu o Joe e estes são atemporais e significativos, porque então não ouço pipocar nas rádios homenagens a estas vidas...
Sou um apreciador de artigos em vias de desuso. Ópera, poesia e mulheres sem curiosidade bissexual.
Um deles é o disco, o LP propriamente dito. Acho estranho o consumo musical feito através de downloads imaterias, sem capa, sem encarte, sem espera anciosa. Como tantos prazeres, descobrir uma canção hoje tende ao casual, dadas a enorme oferta de música, a facilidade e a pressa que temos em consumir. Obviamente sou um ouvinte produzido pela segunda metade do século 20. Antes de jogar pedras em quem desfilaseu iPod, recuo e lembro que meu hábito também foi estimulado pela indústria. O setor fonográfico primeiro se apresentou através de compactos - que, sim, fizeram história na música - até que surgiram os long-plays e, aí, forma determinou conteúdo. Espertos, os Beatles entenderam o disco como espaço para o conceitual no pop e, assim, até abandonaram os shows.
YOUNG DISCIPLES - Road to Freedom Uma das coisas mais bacanas surgidas no final dos anos 80 foi o acid jazz, uma mistura de funk, hip hop e jazz, cujo embrião surgiu na Inglaterra e depois se espalhou pelo mundo. Várias foram as bandas que se destacaram nesse meio - como o Jamiroquai e o Incognito -, mas muitas não tiveram tempo para isso, já que lançaram apenas um único álbum. É o caso do Young Disciples, que, em apenas um disco, conseguiu sintetizar toda a elegância harmônica/melódica do estilo, com composições sacolejantes e intrincadas em termos de acordes. A banda era tão boa que logo de cara emplacou um grande hit - "Apparently Nothin'" (veja o vídeo aqui) - e trouxe como convidados em Road to Freedom ente do porte de Fred Wesley, Maceo Parker (ambos da banda de James Brown) e Paul Weller, então no Style Council. O Young Disciples acabou quando a vocalista Carleen Anderson saiu para uma carreira solo que não vingou, mas este disco continuou a ser uma pérola, embora escondida para o público brasileiro. Bom, pelo menos até agora...